that’s okay :)

Sobre vôlei e sobre como você me atrapalha ;)

Setembro 19, 2007 · Deixe um comentário

É, hoje foi legal… Apesar dos pesares. Pelo menos, mesmo tendo que agüentar o estresse dos jogos e da semana cultural, as pessoas mais, ér… , estranhas, tímidas, anti-sociais e com um toque filosófico, como eu, conseguiram perceber algumas coisas no mínimo interessantes.

Eu sempre soube que pensar demais em tudo atrapalhava bastante “a minha vida”, mas confesso que nunca percebi que isso poderia atrapalhar tanto num jogo de vôlei. E quando essa suspeita surge, vem o treinador e diz que eu preciso me concentrar no jogo. Tudo bem, não foi um símbolo de fogo no céu, mas foi um sinal. Até ele percebeu. Ele devia pensar que eu estava desconcentrada por causa da torcida vibrante, estremecedora e incrivelmente barulhenta que o terceiro ano havia montado na arquibancada contra nossa torcidinha de calouros (que aliás não era lá uma torcidinha, mas ainda era de calouros), mas não foi. Não totalmente. Aproveitei a deixa e percebi que pensar em você ou no que você e outras pessoas podem achar de mim também me atrapalha nos estudos, ou quando eu estou perdendo tempo andando pelos corredores, ou conversando com alguém, ou em casa assistindo tv, ou ainda ouvindo música. E é involuntário, não parece algo que eu possa evitar assim, do nada. E agora que eu vi: eu poderia ter jogado muito melhor na hora do jogo. Pensando assim, me pergunto o que me impedia de me esforçar ao máximo mesmo, e idéias do tipo “seu eu pudesse voltar no tempo…” são inevitáveis.

No banco, vi uma menina torcendo pro nosso time do lado da quadra, perto do rapaz que estava dando apoio, substituindo um treinador que não temos; parecia tão engraçado. Ela fazia mil expressões de felicidade quando o time marcava um ponto, ou mil caretas quando alguém errava. E depois, ela disse com convicção para mim e para as meninas que estavam ao meu lado “vocês vão virar, vocês vão ver!”. Tempo. O time se reuniu com o treinador. Quando ele terminou seu discurso, foi a vez dela. Com uma cara de desapontamento, coberta de inocência, ela disse “poxa meninas, vocês têm que se animar. Vocês estão tristes! Não fiquem tristes. Fiquem felizes, vocês têm que ficar felizes! Correr atrás da bola, não ficar paradas…” e continuou até ser interropida por mais alguém. Mas o que me chamou atenção naquilo foi o fato de ela não ter falado muito em “boa vontade”, mas sim em felicidade. O que, por acaso, são coisas completamente diferentes, você sabe.

Já que eu já estava no banco e não tinha mais como atrapalhar o time pensando na minha vida, me perguntei se aquilo tudo me trazia felicidade. Foi imediato: – Sim, claro, eu sempre gostei de vôlei. Então por que ali, naquele momento, eu não estava feliz? Por que minha mente não estava ali naquela quadra? Afinal, deveria ser um motivo muito forte para me fazer não prestar atenção no vôlei. E sabe o que é pior? Não é. Não é um motivo nem razoável, se você quiser saber a minha opinião. Eu não acho que valha a pena pensar em alguém que não se conhece, torcer para esbarrar com ele nos corredores, esperar um olhar perdido. Não é algo que alguém em sã consciência faria. E lá estava eu, fazendo.

O que me trouxe mais algumas belas conclusões: em todo esse tempo, eu não estava concentrada, não de verdade. Não me envolvi com nada. E quando as pessoas me cobravam envolvimento ou até mesmo responsabilidade, pra mim elas estavam erradas. Era como se eu já estivesse ocupada fazendo alguma coisa. Fazendo nada. Eu só estava, na verdade, fugindo de tudo. Quis uma coisa e foi como se o mundo todo tivesse que parar e esperar eu consegui-la para poder continuar a girar, só que não é bem assim. Percebi que decepcionei algumas pessoas. Me fiz prometer que não ia pensar muito em nada, só me dedicar ao que eu estiver fazendo, em qualquer hora. Desde conversas com pessoas que não sejam aquelas pessoas até jogos de vôlei contra o terceiro ano.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário · Pensamentos

Jailhouse Rock

Setembro 18, 2007 · Deixe um comentário

this is elvis presley, sweetie

 Spider Murphy played the tenor saxophone,
Little Joe was blowin’ on the slide trombone.
The drummer boy from Illinois went crash, boom, bang,
the whole rhythm section was the Purple Gang.
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

Number forty-seven said to number three:
“You’re the cutest jailbird I ever did see.
I sure would be delighted with your company,
come on and do the Jailhouse Rock with me.”
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

The sad sack was a sittin’ on a block of stone
way over in the corner weepin’ all alone.
The warden said, “Hey, buddy, don’t you be no square.
If you can’t find a partner use a wooden chair.”
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

 

You never let me down, Elvis. That’s why I love you ;)

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário · Músicas · Pensamentos

Sobre saudade e novas resoluções

Setembro 17, 2007 · Deixe um comentário

Percebi-me meio diferente nesses últimos dias. Estava repensando em tudo, rindo do passado antes ignorado fortemente. Estava indo um pouco mais além, com um sentimento estranho. E foi aí que percebi o que eu tanto tentava evitar, o grande motivo de eu relutar em lembrar do passado. Entendi, enfim, por que tanta resistência.

Saudade.

Sim, saudade. E das grandes.

Inconscientemente eu sabia que não pensar nos risos passados traria um alívio, uma sensação de independência, de não precisar me apegar a nada, depender de ninguém. Seria tudo muito simples se a saudade fosse preenchida com algo mais que não fosse arrependimento, culpa ou até mesmo estresse – o que vinha acontecendo bastante recentemente. A verdade é que sobrava algum espaço em branco, vazio ou então mal ocupado. Mas entendo o motivo de eu pensar que a saudade seria esquecida, ou que torcer para o tempo passar rápido ou fazer coisas malucas para esquecer ou superar os momentos antigos daria certo. Esse negócio de se culpar por tudo não dá certo.

Ignorar as fotos, deixar as cartas e rabiscos antigos de lado, não escutar aquelas músicas, tudo em nome… do quê? De mim, do meu orgulho, talvez. Eu só não queria me remoer para sempre. E, quem sabe, tentar superar tudo tão rápido tenha sido pretensão minha. Talvez porque ainda me soe como puro orgulho ter tentado esquecer vocês, esquecer toda aquela cidade, todas aquelas pessoas tão maravilhosas, todas aquelas lembranças. Aquelas que mesmo sem querer formaram o meu caráter, me moldaram como sou. E ignorar isso tudo foi idiotice.

E continuei assim até, sem querer, encontrar fotos suas, ver como você e todos os outros mudaram, cresceram e estão diferentes. Procurei minhas fotos antigas, fotos com vocês, encontrei várias. Parecia mágico, cada foto tinha um significado. Cada uma trazia a sua lembrança, a sua peculiaridade. E isso era tão bom.

Senti que queria sair correndo e pegar um avião de volta. Que saudade! Finalmente aquele espaço não estava vazio. Já tinha, novamente, aquelas lembranças mantendo tudo em ordem, equilibrando qualquer insegurança. It was good to feel alive again, to feel that I have a history with all of you, and that I’ll never forget, even in a thousand years.

Parei antes que chorasse, assustada com tudo aquilo, com a minha reação. É uma coisa tão simples… Como pôde fazer tanta diferença naquele dia? Me senti bem melhor, por mais boba que soe essa frase. Sei que o tempo que desperdicei não volta mais, assim como também sei que não adianta me culpar por algo que só agora percebi estar fazendo errado. Pensei muito em mim – esse foi o meu principal erro. Ainda não sei bem o que fazer, mas confesso que lembrar de tudo o que já passou não é torturante como eu pensava. Pelo contrário, é um alivio saber que você não está sozinha mesmo em outra cidade ou longe de quem simplesmente cresceu com você. Começar de novo nem sempre quer dizer esquecer o que já passou.E se realmente significa, talvez eu não queira ou não precise começar de novo.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário · Pensamentos

Valente Menina

Julho 31, 2007 · Deixe um comentário

*

“DEBRUÇADO cá em cima, no 13.° andar, fiquei olhando a porta do edifício à espera de que surgisse o seu vulto lá embaixo. Eu a levara até o elevador, ao mesmo tempo aflito para que ela partisse e triste com a sua partida. Nossa conversa fora amarga. Quando lhe abri a porta do elevador esbocei um gesto de carinho na despedida, mas, como eu previra, ela resistiu. Pela abertura da porta vi sua cabeça de perfil, séria, descer, sumir.

Agora sentia necessidade de vê-la sair do edifício, mas o elevador deve ter parado no caminho, porque demorou um pouco a surgir seu vulto rápido. Desceu a escada fez uma pequena volta para evitar uma poça de água, caminhou até a esquina, atravessou a rua. Vi-a ainda um instante andando pela calçada da transversal, diante do café; e desapareceu, sem olhar para trás.

‘Valente menina!’ — foi o que murmurei ao acaso lembrando um verso antigo de Vinicius de Moraes; e no mesmo instante me lembrei também de uma frase ocasional de Pablo Neruda, num domingo em que fui visitá-lo em sua casa de Isla Negra, no Chile. ‘Que valientes son las chilenas!’ dissera ele, apontando uma mulher de maiô que entrava no mar ali em frente, na manhã nublada; e explicara que estivera andando pela praia e apenas molhara os pés na espuma: a água estava gelada, de cortar.

‘Valente menina!’ Lá embaixo, na rua, era tocante seu pequeno vulto, reduzido pela projeção vertical. Iria com os olhos úmidos ou sentiria apenas a alma vazia? ‘Valente menina!’ Como a chilena que enfrentava o mar, em Isla Negra, ela também enfrentava sua solidão. E eu ficava com a minha, parado, burro, triste, vendo-a partir por minha culpa.

Deitei-me na rede, sentindo dor de cabeça e um certo desgosto por mim mesmo. Eu poderia ser pai dessa moça — e me pergunto o que sentiria, como pai, se soubesse de uma aventura sua, como essa, com um homem de minha idade. Tolice! Os pais nunca sabem nada, e quando sabem não compreendem; estão perto e longe demais para entender. Ele, esse pai de quem ela falava tanto, não acreditaria se a visse entrar pela primeira vez em minha casa, como entrou, com sua bolsa a tiracolo, o passo leve e o riso nervoso. ‘Como você pensava que eu fosse?’ Lembro-me de que fiquei olhando, meio divertido, meio assustado, aquela mocetona loura e ágil que só falava me olhando nos olhos, e me fez as confissões mais íntimas e graves entremeadas de mentiras pueris — sempre me olhando nos olhos. Disse-me que a metade das coisas que me contara pelo telefone era pura invenção — e logo inventou outras. Senti que suas mentiras eram um jeito enviesado que ela tinha de se contar, um meio de dar um pouco de lógica às suas verdades confusas.

A ternura e o tremor de seu duro corpo juvenil, seu riso, a insolência alegre com que invadiu minha casa e minha vida, e suas previsíveis crises de pranto — tudo me perturbou um pouco, mas reagi. Terei sido grosseiro ou mesquinho, terei deixado sua pequena alma trêmula mais pobre e mais só?Faço-me estas perguntas, e ao mesmo tempo me sinto ridículo em fazê-las. Essa moça tem a vida pela frente, e um dia se lembrará de nossa história como de uma anedota engraçada de sua própria vida, e talvez a conte a outro homem olhando-o nos olhos, passando a mão pelos seus cabelos, às vezes rindo — e talvez ele suspeite de que seja tudo mentira. ”

*

Texto extraído do livro “A Traição das Elegantes”, Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 209. Destaquei algumas partes que me chamaram atenção.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário · Leituras

A melhor semana.

Julho 30, 2007 · Deixe um comentário

Ultimamente eu tenho me preocupado menos com a felicidade a busca por ela. Deixei isso um pouquinho de lado e comecei a pensar no que tenho feito da minha vida. Às vezes é bom fazer alguns planos, se imaginar realizando sonhos sem se preocupar com mudanças de cidade ou fatores semelhantes… aproveitar o momento. Cheguei a algumas conclusões interessantes. E, sabe aquela minha antiga teoria de que não pensar nas conseqüências traz boas conseqüências? Pois é, é a mais pura verdade.

Desde a volta às aulas tenho pensado mais nos meus estudos, meus modos, nos meus amigos… Tenho pensado em como o meu comportamento estava afetando as pessoas ao meu redor e até a mim mesma. Talvez por achar que certas coisas já estavam garantidas, me preocupei menos em me dedicar a elas, em renová-las diariamente para que elas continuassem assim, agradáveis. Só para registrar, me refiro tanto a amizades quanto a estudos, a assumir responsabilidades antigas e coisas do tipo. Mas principalmente a amizades. E investir um pouquinho mais nisso tudo vale sim a pena.

*

Durante essa semana tive momentos muito bons, risadas altas, crises de riso no colégio, no cursinho, em casa. Sorrisos sinceros, sorrisos carinhosos, sorrisos que expressam cuidado, sorrisos tímidos; esboços de sorrisos. E toda essa chuva de sorrisos contrabalanceou os choros, que foram só um na semana toda, por sinal.

Comer empadas e esfirras no centro com as amigas e um amigo, enganar o porteiro, pagar multas de 8 reais na biblioteca por um livro infantil que você esqueceu de entregar nas férias, inventar gírias novas, rir das velhas, estudar com as amigas, bagunçar com os amigos, ver eles cantando e encenando hip hop quando a campa toca igualzinho ao início da música do Akon, ouvir piadas de pintinho sem bumbum, contar piadas de tapioca, colocar milhões de florzinhas vermelhas na cabeça do seu amigo e tirar fotos juntos, fazer chifrinho nele e ser reconhecida pela brancura da sua mão, botar todo mundo pra passar protetor solar antes de ir pro sol, escrever com canetinhas de glitter, sentar em quarteto até ser chamada atenção na aula de química, almoçar com os amigos, almoçar em casa de vez em quando, estudar deitada na cama, conversar no telefone com velhos amigos… Descobri que todas essas coisas juntas podem te proporcionar uma das mehores semanas da sua vida, mesmo que o colégio ainda ande meio quieto demais, devido à volta às aulas e a todo mundo ter finalmente percebido que precisa estudar.

Fazer cursinho com o seu melhor amigo do lado e dar apelidos engraçados pra ele durante a aula (paulleti, ei paulei, pintinho molhado…) e aprender a jogar UNO no grêmio também contribuem bastante pra alegrar a sua semana. Sem falar em jogar Ratatouille no palystation2 com a sua irmã, ir ao Bobs do nada com a sua mãe e comprar Pretzels no shopping na volta… Ir até o aeroporto fazer uma viagem num avião Hércules-anfíbio (aqueeeles aviões que pousam na água 8D) de graça num sábado sem aula de inglês, conhecer um piloto estrangeiro e um menino de 16 anos que concluiu o curso de aviação e já vai tirar licença de piloto privado, tirar milhões de fotos no avião, subir no avião e depois ter que adiar o vôo devido a algum problema no motor…Rir da sua mãe porque ela queimou o doce de abóbora, saber de todos os rolos do CINDACTA 4 porque o seu pai trabalha lá e a sua mãe conhece as outras esposas de coronéis da vila, ganhar um perfume novo, acordar de madrugada com a chuva e trovões que você nunca esperaria ouvir em Manaus… Jantar pizza assistindo aos jogos em casa e depois tomar todo o sorvete todo em três dias… Isso tudo foi simplesmente perfeito. Gostei até de passar o dia estudando, o que tenho feito desde quinta-feira. Finalmente estou entendendo mesmo os assuntos e me importando de verdade com os estudos. Minhas amizades voltaram com tudo e meu relacionamento com a família também está muito bom.

 

Depois disso tudo sabe o que eu percebi?

Que se a minha semana vai ser boa ou não, só depende de mim. O importante é saber equilibrar as coisas, ser racional, mas nem tanto.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário

Saudade

Julho 30, 2007 · Deixe um comentário

Saudade é solidão acompanhada,

é quando o amor ainda não foi embora,

mas o amado já…

.

Saudade é amar um passado que ainda não passou,

é recusar um presente que nos machuca,

é não ver o futuro que nos convida…

.

Saudade é sentir que existe o que não existe mais…

.

Saudade é o inferno dos que perderam,

é a dor dos que ficaram para trás,

é o gosto de morte na boca dos que continuam…

.

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:

aquela que nunca amou.

.

E esse é o maior dos sofrimentos:

não ter por quem sentir saudades,

passar pela vida e não viver.

.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

- Pablo Neruda

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário · Poesias

let the music start a revolution

Julho 18, 2007 · Deixe um comentário

Hey sister, go sister, soul sister, flow sister 8D

→ Deixe um ComentárioCategorias: Músicas

Beautiful Day

Julho 15, 2007 · Deixe um comentário

Sem muita coisa para falar… Eu preciso muito fazer um intercâmbio. :/ 

Hoje teve domingão no cursinho. Teve aula das 8 horas da manhã até as 5:20 da tarde. E pior pra mim, já que eu não dormi de ontem pra hoje – passei a madrugada em claro, na internet. Mas foi legal. Os professores são demais! Já vou, antes que a minha mãe perceba que eu peguei o notebook. o_o  

U2 – Beautiful Day

O coração está uma exuberância,
floresce rápido em meio ao chão pedregoso.
Mas não tem nenhum quarto,
nenhum espaço para alugar nessa cidade.
Você está sem sorte e sem motivo que tinha para importar-se
O trânsito está parado e você não está se movendo para lugar algum.
Você pensou quer encontraria um amigo para te tirar desse lugar,
alguem a quem você poderia “dar uma mão” em troca pelo favor.
Está um lindo dia,o céu desaba
E você sente como se fosse um lindo dia.
Está um lindo dia,
Não deixe-o escapar…

Você está na estrada,mas não tem nenhum destino.
Você está na lama,no labirinto da imaginação dela.
Você ama essa cidade ainda q isso não soe verdadeiro.
Você esteve em todo lugar e estava em você todo.

Está um lindo dia,
Não deixe-o escapar
Está um lindo dia…

Toque-me,leve-me para aquele outro lugar.
Ensine-me,eu sei que não sou um caso sem esperança….

Veja o mundo em verde e azul,
Veja a china bem na sua frente.
Veja os canyons interrompidos pela nuvem,
Veja os cardumes de atum fugindo rápido do mar,
Veja os fogos beduínos à noite,
Veja os campos de petróleo à primeira luz do dia,
Veja o pássaro com uma folha na boca,
Após a enchente,todas a cores saíram…..

Estava um dia lindo,
Não deixe-o escapar,
dia lindo…

Toque-me,leve-me para aquele outro lugar.
Ensine-me,eu sei que não sou um caso sem esperança….

O que você não tem,você não precisa agora.
O que você não sabe,você pode sentir de algum modo.
O que você não tem,você não precisa agora.
Não precisa agora.

Estava um lindo dia…

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário · Músicas

Rock _|,,/

Julho 13, 2007 · Deixe um comentário

Ah, quase esqueci: 

 

FELIZ DIA DO ROCK :D

 

()

→ Deixe um ComentárioCategorias: Uncategorized

Once Upon a Time…

Julho 13, 2007 · Deixe um comentário

Capítulo I. 

Ela era uma menina de cabelos compridos, magrela. Todos a chamavam de baixinha, mas ela achava alta o suficiente. Você, caro leitor, pode chamá-la de Sophia.

Ela era uma garota bonita, estava cansada de ouvir isso. Às vezes, só olhar para ela se tornava algo intrigante. Era quase inevitável se perguntar no que aquele ser silencioso estaria pensando enquanto parece (apenas parece) escutar o que as pessoas ao seu redor falam. Como será sua voz? A qual lugar sua mente a estará levando agora, nesse mesmo momento em que ela está sentada no meio de seus amigos? E será que em algum dia seria possível vê-la levantando a voz e lutando por uma opinião só dela, sem medo de cair? Até ela queria saber.

“De anjo essa menina só tem cara…” ela havia perdido a conta de quantas vezes teria ouvido isso de terceiros. Às vezes ela ficava imaginando quantas pessoas não se aproximavam dela só por pensar que ela, de alguma forma, as machucaria, trataria mal. O que suas amigas meninas – grande minoria, não me pergunte por que – pensavam dela realmente não importava, ninguém a conhecia tão bem a ponto de poder julgá-la, ou até mesmo entendê-la. E só ouvir alguém dizer que a conhecia já a irritava. Não que ela se permitisse demonstrar raiva, pelo contrário, apenas fingia não tê-lo ouvido.

(*)

Eu comecei a escrever essa historinha há uns 4 ou 5 dias, não lembro direito. Ela ainda não está terminada, e não há um fim exato para ela… Coloquei aqui apenas o primeiro capítulo, que é um dos meus preferidos (o I e o II). A historinha, até onde foi escrita, pode ser encontrada no menu aí em cima.
Espero que goste. :}

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário

Ver o mundo.

Julho 12, 2007 · Deixe um comentário

“I’m madly in love with you and it’s not because your brain or personality” :X 

Hoje aconteceu uma coisa diferente. Alguma coisa mudou em mim. Eu olhei as pessoas denovo; parei pra olhar. E dessa vez foi diferente. Quando olhava suas faces pude ver insegurança, temores, decepções, dúvidas. Ninguém estava mais em pedestal nenhum. As falhas se mostraram sem importância, sendo elas que diferenciam cada um, tornam-nos especiais. Somos capazes de amar pessoas diferentes, de personalidades e hábitos diferentes.

Algumas coisas simplesmente acontecem, e querer mudar tudo não vai nos levar a nada. Que tal deixar as coisas acontecerem para variar? Não tentar ser ninguém. Tentar apenas “ser”. Ser você mesma, enquanto há tempo, e juventude não lhe falta. Sorrir, nem que seja à toa, ou sem motivo. O perfeito não existe, é inalcançável. É só uma ilusão aos olhos dos fracos. Assim como o termo “normal”. Todos somos diferentes, cada um de um jeito. Sem julgar, devemos apenas viver, deixar tudo acontecer. Quando fechamos os olhos aos julgamentos, percebemos que podemos conviver com todos muito melhor, harmonicamente. Vendo todos como pessoas boas, em algum momento semelhantes a nós, se torna mais fácil compreendê-las, aceitá-las.

Enfim, é tudo uma questão de como estamos dispostos a ver o mundo, de como realmente queremos vê-lo.

E pelo menos hoje eu quero ver o mundo bem. Estou melhor assim.

 

PS.: Já vou dormir, são 5:23 da manhã e eu ainda estou na internet… Cadê o sono que não vem?

→ Deixe um ComentárioCategorias: Pensamentos

“..wake up slow”

Julho 11, 2007 · Deixe um comentário

Quarta-feira, 11 de julho de 2007.

 “When the whole world fits inside of your arms Do we really need to pay attention to the alarm? Wake up slow, wake up slow…” – Banana Pancakes, Jack Johnson. 

Vou contar-lhe sobre como acordei hoje.

Faz tempo que não escrevo algo e apenas leio, então será bom para exercitar-me.

 

Acordei de uma forma diferente hoje. Ou fui acordada, como queira. O ar-condicionado já estava desligado, mas o quarto ainda estava suficientemente frio. Eu já pude ouvir, meio incrédula, um barulho que vinha do outro lado do apartamento. Era o barulhento aspirador de pó que havia sido ligado “logo cedo”. “Oh, não, dia de faxina…” pensei. Mesmo amando os dias de faxina, não estava nem um pouquinho a fim de largar o meu precioso leito para que ele pudesse ser enfim arrumado. Eu ainda não tinha sequer uma noção de que horas eram, e como agora são férias, preferi nem saber. E continuei por mais alguns minutos esse ritual composto por ignorar os sons estranhos e continuar deitada, abraçada com a almofada ainda gelada que eu havia acabado de encontrar pela cama. Nada como um pouco de ignorância logo pela manhã.

Não demorou muito até que minha mãe, com os atualmente inseparáveis fones de ouvido, e cantando bem alto um louvor qualquer, abrisse a porta do meu quarto e ligasse o aspirador de pó na tomada. E foi aí que o barulho começou.

Mas por algum motivo – talvez por eu estar completamente, digamos, muito bem-humorada após a revigorante noite de sono – eu achei graça naquilo tudo. Ao contrário de quase todas as minhas manhãs, não acordei antecipadamente cansada ou com um leve impulso assassino. Minhas primeiras tentativas de comunicação oral nesse dia foram apenas risadas, e um grande sorriso de “bom dia” para a minha mãe que há pouco invadira meu quarto.

Quando ela desligou o aspirador e o silêncio finalmente pairou sobre o quarto, um empurrãozinho.

- Jéssica, acorda. Já são quase duas horas da tarde, minha filha.

Levantei imaginando que tipo de monstro dorme até as duas horas da tarde. Em seguida fui lavar o rosto e escovar os dentes. Feliz.

 

Enfim, com o som estranho do aspirador de pó e com a minha mãe cantando convenientemente alto, acordei bem. Enquanto ainda me revirava nos lençóis, percebi que foi algo tão diferente e de certa forma tão agradável, que eu tinha que escrever sobre isso aqui, diário.

Quem sabe algum outro dia eu acordo assim denovo.

→ Deixe um ComentárioCategorias: Diário

Crise Existencial

Junho 23, 2007 · 2 Comentários

“O que não mata fortalece”. Há alguns dias ouvi essa frase de um amigo meu. E por incrível que pareça ele não disse isso após ter derrubado alguma bala no chão e depois tê-la colocado na boca do mesmo jeito… Não. O contexto foi bem mais complexo.

Na verdade ele se referia à maneira de levar a vida, a aprender com os erros, o que eu ando evitando há muito tempo… Por alguns dias essa frase foi o que me motivou – por assim dizer – a agir mais e pensar menos. Como você deve imaginar, não funcionou por muito tempo, e logo logo me vi sufocada pelos meus próprios pensamentos. Esmagada pelas minhas próprias palavras, que sequer chegaram a sair da minha boca. Vi-me novamente presa por essa barreira que me isola que toda e qualquer espontaneidade, de qualquer movimento não-calculado, de qualquer passo inseguro que possa, por acaso, acabar machucando alguém.

*Uma dica*

Esse alguém também me inclui.

E o pior: a responsável pela construção dessa barreira fui eu.

Logo depois de ele ter me dito isso ao telefone, numa tentativa de me passar mais segurança, lembrei-me de várias coisas que várias pessoas já me disseram. Com direito até a letra de música.

Acho que é verdade. O que não mata fortalece sim. Quero dizer, podemos tirar conclusões e aprender lições em meio aos problemas, às dificuldades. Ou melhor, principalmente em meio às dificuldades, em meio aos erros cometidos. O que me leva a outra frase também dita por ele: “A vida é um grande ‘aprender’, um período de constante aprendizagem”. O que também me leva a pensar: Meu Deus, onde eu arranjo amigos assim?

Enfim, voltando à minha crise existencial, eu entendo sim que viver é aprender, e que nós aprendemos errando. O que eu não entendo é o meu medo irracional de errar, de magoar alguém por isso. Afinal, tudo tem suas conseqüências, e as conseqüências dos nossos erros são geralmente ruins, dolorosas, que nem aprender que o fogo queima colocando a mão na boca acessa do fogão. Não estou disposta a ter que sofrer para aprender algo, ter que ganhar uma cicatriz de queimadura na mão para saber que o fogo queima. Mas isso já passou do considerado “normal”; Independente da decisão que eu tome, sempre há alguma conseqüência ruim nas letras miúdas. Talvez se eu arriscasse, eu me divertisse mais, mesmo tendo que encarar sermões, discussões e muito choro no final do dia – o que acaba acontecendo de um jeito ou de outro.

*Uma conclusão*

Estou cansada de conseqüências ruins.

*Uma pergunta*

Será que alguma vez na vida algo bom vai me acontecer simplesmente por acontecer, sem eu ter que ralar tanto para fazer disso uma conseqüência boa?

*Um medo*

De a resposta para a pergunta acima ser não.

Acho que no ano passado esse divertimento meio irresponsável valia mesmo a pena. No meu ponto de vista, antes eu não tinha nada a perder – estava num colégio que não me agradava, com pessoas que não me agradavam, e professores, diretora, coordenadora e psicóloga que também não me agradavam. Tinha graça zoar aquele colégio. Eu não tinha medo do que iam pensar de mim. Afinal, o que eu pensava deles era muito pior.

Agora não. Eu já tenho o que perder… A situação é diferente. Eu quero ser uma pessoa melhor. Pena que até agora esse “melhor” tem se manifestado claramente como “triste”, “fria”, e em muitos momentos “insegura”. E não é bem isso que eu quero. De verdade, eu quero rir bem alto, quero cantar uma música na sala de aula, quero voltar a jogar vôlei todo dia, quero correr, quero pular, quero falar a primeira besteira que vier à minha cabeça… quero tomar outro banho de chuva.

*Outra conclusão rápida*

Não pensar nas conseqüências traz conseqüências boas…

*Uma dúvida*

…ou não?

E realmente, o que não mata fortalece. Depois disso tudo, eu deveria fazer dessa frase meu lema… não é má idéia. Vou me esforçar. Percebi que tentar alcançar a felicidade à força não dá; assim como não dá tentar merecê-la se sacrificando para atingir os ideais de outra pessoa. Acho que o ideal é nem sequer buscá-la. Apenas buscar ter os melhores momentos possíveis, aqueles que vão ficar na memória para sempre, te fazendo ver que valeu a pena. Aí quem sabe, algum dia, você percebe que foi feliz, que a felicidade estava ao seu lado o tempo todo, te dando momentos inesquecíveis. Como foi no ano passado.

*PS*

A felicidade é uma coisa estranha.

→ 2 ComentáriosCategorias: Crises · Diário