that’s okay :)

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Nota.

Janeiro 25, 2008 · Deixe um comentário

Sheryl Crow e Rubem Braga. Se ele fosse 45 anos mais novo (e ainda estivesse vivo) e eles se encontrassem, com certeza, rolaria alguma coisa. ♥

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Quesito “pontualidade”

Dezembro 29, 2007 · Deixe um comentário

Eu estou tentando, sério, prometo que estou tentando. Mas escrever (meio que) regularmente não é tão fácil quanto parece. É tanta coisa pra contar, detalhes, diálogos, pensamentos, observações e conclusões (que por sinal eu sempre acabo esquecendo) que eu estou pensando seriamente em andar com um gravador… Tipo o que a minha irmã ganhou num sorteio no natal.

Não vou nem perder o meu tempo dizendo o quanto isso facilitaria a minha vida. Só pelo fato de poder gravar as minhas idéias antes que eu as esqueça já vale o mico de andar por aí batendo papo com um gravador do tamanho de uma banana. Isso, é claro, considerando que eu não encontre nenhum conhecido pelo caminho. Porque senão seria triste.

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Time is money

Setembro 21, 2007 · Deixe um comentário

 Só não entendo por que nem sempre conseguimos ver o que acontece ao nosso redor. Nem sempre conseguimos enxergar além da situação, ver como as confusões de agora podem melhorar o depois. Nossa vista é surpreendentemente limitada. Talvez por isso as pessoas digam que “Deus escreve certo por linhas tortas”, por saber que por pior que uma situação seja agora, tudo vai acabar contribuindo para algo bom surgir no final. Algo como as propagandas da televisão do tipo “esse seria o seu melhor amigo, mas você não o conheceu porque preferiu passar o dia em casa ao invés de ir para…”. Enfim, acho que cheguei aonde queria.

Já ouvi várias teorias, algumas pessoas já me disseram que o destino de fato existe, e que tudo acontece porque tem que acontecer. Assim com ao longo da minha vida ouvi dizerem que tudo depende das suas escolhas, que há sim como mudar o futuro, e que a idéia de que futuro é uma cosia certa, inalterável, bem como o destino, de fato não existe. Isso só reforça a idéia de ter que estar sempre tomando a decisão certa, sempre tentando se superar,  fazer o melhor, mesmo que só com o tempo possamos perceber o quão desgastante isso é.

Não sei o que dizer perante tudo isso, mas confesso que seria bem mais fácil acreditar que o destino já está escrito, que nossas escolhas, independente de quais sejam, são apenas uma parte de um quebra-cabeça já está resolvido. Talvez pensar assim seja se acomodar demais, talvez isso acabe virando desculpa de erros idiotas, egocêntricos no futuro. Mas e se nós realmente podemos fazer escolhas diferentes e mudar o rumo de nossas histórias? Será que mudaríamos para pior, que bagunçaríamos totalmente algo que eventualmente já estava arrumado? Talvez tentar melhorar o mundo seja pretensão demais. Ter consciência de que nossas escolhas alteram nossos rumos pode fazer uma bela desordem na vida das pessoas. O ser humano tem vista incrivelmente limitada, e quando se vê em uma situação agradável, faz milhões de planos para mantê-la assim, sonha com o futuro semelhante. Mas quando se vê cercado de problemas, se prende a aquilo, não consegue ver além. É como se o mundo fosse acabar cada vez que algo dá errado.

Isso só me faz acreditar mais ainda que o futuro já está definido, e que as escolhas (inalteráveis, por sinal) estão apenas esperando para serem executadas, mesmo não sendo tão agradáveis no momento. Pensar que algo poderia ser feito para que se pudesse evitar uma dor qualquer pode ser simplesmente errado, visto que essas dores fazem parte da vida e têm sua importância. São apenas testes, provações. E talvez a vida se resuma a isso. Não se pode querer aprender sempre acertando, sempre estar bem. Aprendemos muito mais nos erros, principalmente para não cairmos neles de novo. E quando o superamos, vemos que ele nem parecia tão grande. Aumentar os problemas logo de cara pode ser um grande erro nessa tal de vida, e eu não quero fazer isso de novo.

Sinceramente, às vezes eu queria sim que o mundo girasse bem mais devagar só pra dar tempo de resolver os problemas com calma sem sentir que estou deixando de viver algo que poderia ser importante pra mim. Não quero perder nada, mas a idéia de o mês de setembro estar acabando e que eu não fiz nada que preste nesse tempo me incomoda horrores. Acho que vou fazer uma lista do que tenho que fazer. Assim, talvez, no final do mês que vem eu saiba os objetivos que alcancei e os que não alcancei. Pode ser uma boa tática para aproveitar melhor o tempo e ainda me focar em algumas coisas. 

Falando nisso, a semana cultural e os jogos acabam amanhã. Ainda não dá pra acreditar. O tempo simplesmente voou.

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Sobre vôlei e sobre como você me atrapalha ;)

Setembro 19, 2007 · Deixe um comentário

É, hoje foi legal… Apesar dos pesares. Pelo menos, mesmo tendo que agüentar o estresse dos jogos e da semana cultural, as pessoas mais, ér… , estranhas, tímidas, anti-sociais e com um toque filosófico, como eu, conseguiram perceber algumas coisas no mínimo interessantes.

Eu sempre soube que pensar demais em tudo atrapalhava bastante “a minha vida”, mas confesso que nunca percebi que isso poderia atrapalhar tanto num jogo de vôlei. E quando essa suspeita surge, vem o treinador e diz que eu preciso me concentrar no jogo. Tudo bem, não foi um símbolo de fogo no céu, mas foi um sinal. Até ele percebeu. Ele devia pensar que eu estava desconcentrada por causa da torcida vibrante, estremecedora e incrivelmente barulhenta que o terceiro ano havia montado na arquibancada contra nossa torcidinha de calouros (que aliás não era lá uma torcidinha, mas ainda era de calouros), mas não foi. Não totalmente. Aproveitei a deixa e percebi que pensar em você ou no que você e outras pessoas podem achar de mim também me atrapalha nos estudos, ou quando eu estou perdendo tempo andando pelos corredores, ou conversando com alguém, ou em casa assistindo tv, ou ainda ouvindo música. E é involuntário, não parece algo que eu possa evitar assim, do nada. E agora que eu vi: eu poderia ter jogado muito melhor na hora do jogo. Pensando assim, me pergunto o que me impedia de me esforçar ao máximo mesmo, e idéias do tipo “seu eu pudesse voltar no tempo…” são inevitáveis.

No banco, vi uma menina torcendo pro nosso time do lado da quadra, perto do rapaz que estava dando apoio, substituindo um treinador que não temos; parecia tão engraçado. Ela fazia mil expressões de felicidade quando o time marcava um ponto, ou mil caretas quando alguém errava. E depois, ela disse com convicção para mim e para as meninas que estavam ao meu lado “vocês vão virar, vocês vão ver!”. Tempo. O time se reuniu com o treinador. Quando ele terminou seu discurso, foi a vez dela. Com uma cara de desapontamento, coberta de inocência, ela disse “poxa meninas, vocês têm que se animar. Vocês estão tristes! Não fiquem tristes. Fiquem felizes, vocês têm que ficar felizes! Correr atrás da bola, não ficar paradas…” e continuou até ser interropida por mais alguém. Mas o que me chamou atenção naquilo foi o fato de ela não ter falado muito em “boa vontade”, mas sim em felicidade. O que, por acaso, são coisas completamente diferentes, você sabe.

Já que eu já estava no banco e não tinha mais como atrapalhar o time pensando na minha vida, me perguntei se aquilo tudo me trazia felicidade. Foi imediato: – Sim, claro, eu sempre gostei de vôlei. Então por que ali, naquele momento, eu não estava feliz? Por que minha mente não estava ali naquela quadra? Afinal, deveria ser um motivo muito forte para me fazer não prestar atenção no vôlei. E sabe o que é pior? Não é. Não é um motivo nem razoável, se você quiser saber a minha opinião. Eu não acho que valha a pena pensar em alguém que não se conhece, torcer para esbarrar com ele nos corredores, esperar um olhar perdido. Não é algo que alguém em sã consciência faria. E lá estava eu, fazendo.

O que me trouxe mais algumas belas conclusões: em todo esse tempo, eu não estava concentrada, não de verdade. Não me envolvi com nada. E quando as pessoas me cobravam envolvimento ou até mesmo responsabilidade, pra mim elas estavam erradas. Era como se eu já estivesse ocupada fazendo alguma coisa. Fazendo nada. Eu só estava, na verdade, fugindo de tudo. Quis uma coisa e foi como se o mundo todo tivesse que parar e esperar eu consegui-la para poder continuar a girar, só que não é bem assim. Percebi que decepcionei algumas pessoas. Me fiz prometer que não ia pensar muito em nada, só me dedicar ao que eu estiver fazendo, em qualquer hora. Desde conversas com pessoas que não sejam aquelas pessoas até jogos de vôlei contra o terceiro ano.

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Jailhouse Rock

Setembro 18, 2007 · Deixe um comentário

this is elvis presley, sweetie

 Spider Murphy played the tenor saxophone,
Little Joe was blowin’ on the slide trombone.
The drummer boy from Illinois went crash, boom, bang,
the whole rhythm section was the Purple Gang.
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

Number forty-seven said to number three:
“You’re the cutest jailbird I ever did see.
I sure would be delighted with your company,
come on and do the Jailhouse Rock with me.”
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

The sad sack was a sittin’ on a block of stone
way over in the corner weepin’ all alone.
The warden said, “Hey, buddy, don’t you be no square.
If you can’t find a partner use a wooden chair.”
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

 

You never let me down, Elvis. That’s why I love you ;)

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Sobre saudade e novas resoluções

Setembro 17, 2007 · Deixe um comentário

Percebi-me meio diferente nesses últimos dias. Estava repensando em tudo, rindo do passado antes ignorado fortemente. Estava indo um pouco mais além, com um sentimento estranho. E foi aí que percebi o que eu tanto tentava evitar, o grande motivo de eu relutar em lembrar do passado. Entendi, enfim, por que tanta resistência.

Saudade.

Sim, saudade. E das grandes.

Inconscientemente eu sabia que não pensar nos risos passados traria um alívio, uma sensação de independência, de não precisar me apegar a nada, depender de ninguém. Seria tudo muito simples se a saudade fosse preenchida com algo mais que não fosse arrependimento, culpa ou até mesmo estresse – o que vinha acontecendo bastante recentemente. A verdade é que sobrava algum espaço em branco, vazio ou então mal ocupado. Mas entendo o motivo de eu pensar que a saudade seria esquecida, ou que torcer para o tempo passar rápido ou fazer coisas malucas para esquecer ou superar os momentos antigos daria certo. Esse negócio de se culpar por tudo não dá certo.

Ignorar as fotos, deixar as cartas e rabiscos antigos de lado, não escutar aquelas músicas, tudo em nome… do quê? De mim, do meu orgulho, talvez. Eu só não queria me remoer para sempre. E, quem sabe, tentar superar tudo tão rápido tenha sido pretensão minha. Talvez porque ainda me soe como puro orgulho ter tentado esquecer vocês, esquecer toda aquela cidade, todas aquelas pessoas tão maravilhosas, todas aquelas lembranças. Aquelas que mesmo sem querer formaram o meu caráter, me moldaram como sou. E ignorar isso tudo foi idiotice.

E continuei assim até, sem querer, encontrar fotos suas, ver como você e todos os outros mudaram, cresceram e estão diferentes. Procurei minhas fotos antigas, fotos com vocês, encontrei várias. Parecia mágico, cada foto tinha um significado. Cada uma trazia a sua lembrança, a sua peculiaridade. E isso era tão bom.

Senti que queria sair correndo e pegar um avião de volta. Que saudade! Finalmente aquele espaço não estava vazio. Já tinha, novamente, aquelas lembranças mantendo tudo em ordem, equilibrando qualquer insegurança. It was good to feel alive again, to feel that I have a history with all of you, and that I’ll never forget, even in a thousand years.

Parei antes que chorasse, assustada com tudo aquilo, com a minha reação. É uma coisa tão simples… Como pôde fazer tanta diferença naquele dia? Me senti bem melhor, por mais boba que soe essa frase. Sei que o tempo que desperdicei não volta mais, assim como também sei que não adianta me culpar por algo que só agora percebi estar fazendo errado. Pensei muito em mim – esse foi o meu principal erro. Ainda não sei bem o que fazer, mas confesso que lembrar de tudo o que já passou não é torturante como eu pensava. Pelo contrário, é um alivio saber que você não está sozinha mesmo em outra cidade ou longe de quem simplesmente cresceu com você. Começar de novo nem sempre quer dizer esquecer o que já passou.E se realmente significa, talvez eu não queira ou não precise começar de novo.

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Ver o mundo.

Julho 12, 2007 · Deixe um comentário

“I’m madly in love with you and it’s not because your brain or personality” :X 

Hoje aconteceu uma coisa diferente. Alguma coisa mudou em mim. Eu olhei as pessoas denovo; parei pra olhar. E dessa vez foi diferente. Quando olhava suas faces pude ver insegurança, temores, decepções, dúvidas. Ninguém estava mais em pedestal nenhum. As falhas se mostraram sem importância, sendo elas que diferenciam cada um, tornam-nos especiais. Somos capazes de amar pessoas diferentes, de personalidades e hábitos diferentes.

Algumas coisas simplesmente acontecem, e querer mudar tudo não vai nos levar a nada. Que tal deixar as coisas acontecerem para variar? Não tentar ser ninguém. Tentar apenas “ser”. Ser você mesma, enquanto há tempo, e juventude não lhe falta. Sorrir, nem que seja à toa, ou sem motivo. O perfeito não existe, é inalcançável. É só uma ilusão aos olhos dos fracos. Assim como o termo “normal”. Todos somos diferentes, cada um de um jeito. Sem julgar, devemos apenas viver, deixar tudo acontecer. Quando fechamos os olhos aos julgamentos, percebemos que podemos conviver com todos muito melhor, harmonicamente. Vendo todos como pessoas boas, em algum momento semelhantes a nós, se torna mais fácil compreendê-las, aceitá-las.

Enfim, é tudo uma questão de como estamos dispostos a ver o mundo, de como realmente queremos vê-lo.

E pelo menos hoje eu quero ver o mundo bem. Estou melhor assim.

 

PS.: Já vou dormir, são 5:23 da manhã e eu ainda estou na internet… Cadê o sono que não vem?

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