that’s okay :)

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Cores

Março 12, 2008 · Deixe um comentário

Um dos meus grandes sonhos – que presunção ter grandes sonhos e ainda 15 anos, sem nem saber como é viver por si só – é viajar para algum país escondido naquelas partes do mundo em que ninguém pensa em procurar. Uma cidade suburbana com cafés, campos e montanhas onde você possa passar quase despercebido, usar roupas de frio e que ironia, se aquecer num café com um rosto familiar, aproveitando o frio de quando se pode ver a própria respiração.

Nada como um lugar bonito pra observar e respirar fundo como se aquele momento realmente fizesse alguma diferença favorável em dias que você não quer falar, quer fazer. É importante, nesses momentos, não ter ninguém conhecido pra insistir em jogar conversa fora sobre algo que nunca vai te interessar. Ao invés disso, escolha dois ou três amigos e o amor da sua vida, ou pelo menos o desse momento, um carro e a utópica sensação de independência. Seria agradável andar por qualquer lugar que te agrade a visão e mais alguns sentidos, sem barulho de trânsito ou os costumeiros olhares brasileiros, como se te olhar fosse quase tão bom quanto ter algum contato em si.

Eu sonho mesmo é com férias, de fato, ao vivo e a cores.

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Mesmo nos tempos ruins

Fevereiro 21, 2008 · Deixe um comentário

No colégio:

- paulo, eu decidi que eu não vou mais falar “tchau” pras pessoas no telefone. Tipo, enquanto eu to gastando dinheiro falando “tchau” eu já poderia ter desligado e poupado uns dois segundos. :O

(…)

No telefone :

- …ta, ta, tchau…

- tchau.

- haaa eu disse tchau, viu?

- é, haha e…

*desliga na cara*

 

Mais tarde no telefone:

- mas eu tenho que desligar, ta?

- ah, ta bom…

- ta tudo bem?

- …tá

- foi mal, pergunta idiota

- não foi idiota não

- eu acho q foi.

- rs rs, ta tchau.

- noooossa que bonito… e…

*desliga na cara*

 Você tem uma paciência de Jó, meu amigo. Não sei quem mais me agüentaria com esses chiliques todos.

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Reflexões

Janeiro 27, 2008 · Deixe um comentário

Sabe, quando eu não tenho nada pra fazer (o que não tem sido muito difícil de acontecer desde que estou passando o resto das minhas férias confinada em Manaus sem poder ver nenhum amigo já que a maioria dos 5 ou 6 que eu ainda tenho está viajando – é, foi uma frase grande e sem vírgulas, mas foi necessária) eu acabo assim, deitada na minha cama, escrevendo ou tentando esboçar algum desenho que eu juro que daqui a alguns anos vai servir de inspiração pra alguém e acabar impedindo um suicídio ou algo do tipo, e ouvindo Alicia Keys – Soul Music é o que há. É, eu estou nessa agora.

E eu descobri que as letras da Kate Nash e Sheryl Crow também podem ser bem interessantes e, por que não, inspiradoras. E já que é madrugada (meus momentos mais produtivos do dia, infelismente), quando eu desenhar alguma coisa útil eu posto aqui. :)

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Hê :B

Janeiro 17, 2008 · Deixe um comentário

Uma alegria súbita me veio nesses dias que meu Deus, nem sei como explicar sem parecer, sei lá, uma criança de oito anos numa manhã de Natal. Só sei que nem tem dado tempo de escrever direito, e agora eu rio à toa, faço piadinha das minhas próprias misérias e de todo o resto em voz alta, passo mais tempo conversando e agindo como um ser social, assisto Naruto, Avatar e Galera do Surf com a minha irmã de vez em quando, bato altos papos com a minha mãe, oro antes de dormir, percebi o quanto a minha vida é boa e o que eu posso fazer pra ela melhorar, resolvi dar mais atenção aos estudos, e hey, agora eu também brinco com bebês, passeio pelo Shopping, corro pelos parques e canto canções alegres pelas ruas.

Ta, a parte de correr pelos parques não é exatamente verdade, já que Manaus não tem parques descentes, e a parte das canções também não, lógico. As palavras “Jéssica” e “canta” só ficam juntas numa frase quando tem um não no meio. He :B

E um grande achado que eu fiz recentemente (mentira, faz um tempão) é que quando se está assim é meio difícil parar pra escrever, então ta explicado por que eu tenho uns quatro textos no Word pra terminar, e mais uns três no meu caderno que eu ainda nem digitei. Mas sabe que uma boa parte de mim prefere isso assim?

Então se eu não der sinal de vida por alguns dias, saibam que eu não morri: só estou vivendo a minha vida. E amanhã é aniversário do meu pai, só pra registrar.

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Sorvete de morango

Janeiro 3, 2008 · Deixe um comentário

Se eu te contasse que a minha avó faz o melhor sorvete de morango do mundo você não ia acreditar. Eu, pessoalmente, acho que se não fosse assim ninguém passava a madrugada tomando a infinidade de sabores de sorvete que ela tem a habilidade única de fazer – e tem o maior prazer do mundo em fazer só pros seus netos.

Por “infinidade” leia-se “três sabores: morango, coco e abacaxi”.  E por “única” leia-se “nem tão única”, já que logicamente outras pessoas têm que fazer o sorvete vendido nas sorveterias – ou será que eles já foram substituídos por máquinas?

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Senhorita Independente

Janeiro 2, 2008 · 1 Comentário

“Miss independent / Miss self sufficient / Miss ‘keep your distance’ / Miss unafraid / Miss ‘out of my way’ / Miss don’t let a man interfere, no / Miss on her own / Miss almost grown / Miss never let a man help her off her throne. So, by keepin her heart protected, she’d never ever feel rejected. Little miss apprehensive said uuuh,

…She fell in love.” 

               Opa, auto-biografia? Não não. Só a Kelly Clarkson musicando mais uma parte da minha vida.

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Quesito “pontualidade”

Dezembro 29, 2007 · Deixe um comentário

Eu estou tentando, sério, prometo que estou tentando. Mas escrever (meio que) regularmente não é tão fácil quanto parece. É tanta coisa pra contar, detalhes, diálogos, pensamentos, observações e conclusões (que por sinal eu sempre acabo esquecendo) que eu estou pensando seriamente em andar com um gravador… Tipo o que a minha irmã ganhou num sorteio no natal.

Não vou nem perder o meu tempo dizendo o quanto isso facilitaria a minha vida. Só pelo fato de poder gravar as minhas idéias antes que eu as esqueça já vale o mico de andar por aí batendo papo com um gravador do tamanho de uma banana. Isso, é claro, considerando que eu não encontre nenhum conhecido pelo caminho. Porque senão seria triste.

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Pelo menos eu tenho imaginação.

Dezembro 28, 2007 · Deixe um comentário

Uma coisa interessante sobre a casa da minha avó é o tom meio assustador que ela pode ter durante a noite. Não sei se é porque a minha família só pode viajar pra cá nessa época chuvosa de final de ano, em que o vento sopra tudo que possa ser soprado e que faça sons estranhos ao ser soprado justamente quando eu estou sozinha, ou porque a casa fica bem, digamos, afastada da “civilização”. E eu não sei se você sabe, mas quando se cresce ouvindo historinhas de seres noturnos e criaturas sinistras que atacam pessoas em áreas mais afastadas ou pessoas que desaparecem do nada, bem, qualquer coisa que tenha mato demais ao redor acaba te assustando. Principalmente durante a noite.

É nessas horas que eu queria não ter uma imaginação fértil. E, olha, mais uma ironia do destino: sabe quando você está totalmente sem inspiração e quer porque quer que chovam idéias sob a sua cabeça antes que você entre em depressão e morra sem ter seu trabalho reconhecido? Nesses momentos a minha grande imaginação me deixa na mão. Se depender dela, o auge da minha carreira será aos trinta anos, quando eu ainda estiver morando na casa dos meus pais e escrevendo pra alguma seção de uma revista para rejeitados socialmente. Por algum motivo, esse é o meu grande medo. Talvez porque essa seja uma das minhas muitas interpretações visuais de fracasso… (sem ofensa às pessoas de trinta anos que ainda moram na casa dos pais). ;)

Eu preferiria mil vezes estar aqui, batendo violentamente a minha cabeça na parede, tentando achar as palavras pra alguma crônica ou algum texto que fosse, ao invés de estar – eu confesso – com tanto medo a ponto de vir escrever um texto sobre isso e outras mil coisas que a minha imaginação fértil formulou enquanto eu ia fazer um lanchinho às três da manhã na cozinha.

Dormir também seria uma boa opção, se não fosse pelo fato de, por algum motivo, nas férias eu só conseguir dormir depois das quatro horas da manhã. Até lá eu só ficaria me remexendo na cama, virando de um lado pro outro, tentando dormir. No máximo eu me levantaria, pegaria o meu mp4 e ouviria as baladas românticas do Timbaland até ele descarregar; e quando descarregasse, eu iria reclamar pra mim mesma da dor de ouvido que os fones me deram até que eu mesma mentalmente me mandasse calar a boca.

Ou pior, ficaria relembrando mil histórias do meu quase-romance desse ano. Tudo bem, eu sei que é bonitinho ver as meninas das novelas fazendo isso e rindo sozinhas totalmente iludidas e esperançosas, mas acredite, na realidade não é tão legal assim, principalmente quando você quer muito, mas tem quase certeza (e Deus e mundo te disseram) que não vai dar certo por n razões – tipo os seus pais. Mas você gosta, e você quer. Aí é um pulo pra passar noites a fio pensando em como esse romancinho poderia desenrolar. Isso porque eu ainda nem comecei a falar na saudade e nas longas ligações de interurbano e os planos para a volta. Como eu disse, a minha imaginação só se mostra realmente fértil quando ela não deveria.

Mas, cá entre nós, nada tão fofo quanto ouvir aquele “Oi, sou eu, só queria saber como você está… To com saudade”. Oowww, ah ele do meu lado…

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Sobre dias de calor.

Dezembro 27, 2007 · Deixe um comentário

Numa quinta-feira muito quente de verão em Araruama:

- Olha, tem sombra ali! Todo mundo pro outro lado da rua!

- Tu é mó queima-filme.

- Queimo o filme mas não queimo a pele, querida.

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Conversas de carro apertado.

Dezembro 23, 2007 · Deixe um comentário

Sabe quando você está na casa de praia dos seus avós, em pleno verão, no Rio de Janeiro, sem fazer absolutamente nada, e alguém tem a brilhante idéia:

- Por que a gente não vai à sorveteria?

Aí o seu primo mais velho pega as chaves do carro do seu tio e entra aquela primarada toda no carro…? Acho que nem preciso dizer que foi exatamente isso que aconteceu hoje comigo.

Como se não fossem suficientes as 6 pessoas no carro, ele parou na casa do meu outro tio para chamar mais 3 primos que estavam lá. E eles aceitaram, claro – com esses quase 40 graus a serem levados em consideração é difícil alguém, em sã consciência, recusar  uma chamada pra sorveteria. Mesmo que em um carro só.

Pois é. Com duas pessoas no carona, quatro no banco de trás com mais duas no colo, alguém tem que falar merda no caminho. Nem que seja algo do tipo:

“- Vocês já viram três elefantes num fusca?

Silêncio; em alguns momentos, a ignorância é uma benção.

- Hein? Hein?

- Não né! Vai dizer que você já viu.

- Eu não, mas meus amigos me disseram.

- Uhum.

- Não, sério, existe! É que um tava dirigindo e os outros dois tavam no carona.

- Haha, idiota.

- Mas eu acho que, na verdade, tinha um elefante dirigindo e uma elefanta grávida parindo no banco de trás. Daí com o filhotinho são três. Sacou? Sacou?

- Haha, cala a boca…”

Agora, depois dessa, só me resta te perguntar o que me perguntaram hoje à tarde:

               – Você já viu passarinho parir no ar?

*

Juro que em alguns momentos essas conversas de carro apertado me pareceram piores do que conversa de bêbado.

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Brigas familiares.

Dezembro 22, 2007 · Deixe um comentário

Eu realmente não acho que elas deveriam acontecer, mas confesso que quando acontecem trazem mais emoção para toda a casa.

Meu coração está batendo rápido, acho que deve ser medo por causa do que eu acabei de fazer: bati de frente com a minha avó – pra defender a minha mãe. Ironia do destino.

Nesse momento ela está falando pelos cotovelos – só pra variar – e ainda está reclamando. Reclamando da minha mãe. Disse que gosta dela, mas que não suporta mais.

Acho que saco cheio dessa história estou eu.

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Uma década, já!

Dezembro 19, 2007 · Deixe um comentário

Eu já ouvi de tudo. Mas entre esse monte de balela que o povo adora falar, me disseram algumas coisas no mínimo marcantes. Como que mesmo os amigos de infância se separam com a distância, e com o tempo se esquecem. Disseram que só vinte anos depois, quando eles se reencontram numa fila de supermercado, vem aquela sensação estranha, uma mistura de dor e alegria… Alegria por estar revendo uma parte importante da sua vida; dor por estar vivendo a prova de que ela já passou. Eu nunca acreditei. Mas mesmo contra a minha vontade, confesso que hoje acredito.

No meu caso, até que eu gostaria de esbarrar com alguma amiga de infância numa fila de supermercado, mesmo que vinte anos depois, quando já estivéssemos ambas casadas e comprando fraudas pros nossos filhos, mas após algumas mudanças de cidade isso fica meio difícil. Não o casamento, digo. O reencontro.

Fica sempre faltando aquele pedaço, aquela parte que antes aquelas pessoas ocupavam. E se a gente não tomar cuidado, não tem MSN que dê jeito… As primeiras madrugadas que a gente passava conversando sobre os babados mais recentes e seriados de televisão, vão se resumindo a conversas rápidas, na correria do dia-a-dia. Você acaba se sentindo mal quando vai fazer aquele resumão do que aconteceu no seu dia pra contar para aquela pessoa e percebe que na verdade, o resumo tem que ser também sobre o mês passado e o anterior… E as ligações de interurbano que a sua mãe tanto reclamava vão ficando cada vez mais rarefeitas, no final se restringindo apenas a meia hora de conversa nos aniversários e no Natal. Nada mais de conversar deitadas no chão do quintal comendo Trakinas e olhando o céu estrelado que eu não vi mais em nenhum outro lugar…

Você vai vivendo a sua vida, uma tendência natural humana, e quando esbarra com alguém no MSN é como se você acordasse e se perguntasse onde você estava esse tempo todo. Pra aquele grupo de amigas que antes tinha o sonho de morar todas juntas num apartamento no Rio de Janeiro em frente à praia, bem, quatro já mudaram de escola, três mudaram de cidade, e uma está prestes a mudar. Mas quem está contando?

Ta bom, eu estou.

Sem mais delongas, dei essas voltas todas para conseguir explicar o que eu estava sentindo, e voltei a sentir hoje, quando lembrei que é aniversário de 16 anos de uma grande amiga, que me conhece desde que cheguei em Porto Velho, na alfabetização. Uma que eu continuo amando incondicionalmente, e que sempre foi e sempre vai ser o meu exemplo, a minha inspiração. Essa aí da história do Trakinas, que vivia na minha casa, e eu na dela – imagina a alegria que foi quando eu mudei de casa pra um condomínio em frente à casa dela em 2005.

Duas fanáticas por Everwood que passavam a aula de educação física todinha conversando sobre o que o Ephram tinha dito pra Emy, e sobre como tinha ficado o novo corte de cabelo dele na nova temporada. Mil babados, Thiagos e Gustavos à parte, aulas de vôlei à tarde de fachada só pra ficar zanzando pelo colégio, feiras de cultura vestidas de africanas, e a gente se aproveitando por ter que jogar só contra a quinta série nos jogos internos. Sem falar nas nossas andanças pelo centro pra assistir os jogos do time de vôlei das meninas e dos meninos em outros colégios, e as férias de julho do ano passado (2006 ainda é ano passado) que você passou em Manaus, lá em casa… Foi tudo tão bom! Você estava lá em todos os momentos, e mesmo longe eu sempre tive com quem contar. Era pra você que eu reclamava do antigo colégio de riquinho em que eu estudava, e foi com você que eu comemorei quando passei pro Cefet. Sabia que eu nem ia checar o gabarito naquele dia se você não falasse? Eu estava com medo. Morrendo de medo. E chequei enquanto a sua janelinha do MSN estava lá, aberta, ao lado do site com o gabarito.

Histórias não nos faltam, mesmo que elas estejam se tornando menos esporádicas agora, e o importante é que eu as guardo muito bem na memória.

 

É isso aí Ari, feliz aniversário. Dezesseis anos já, mal dá pra acreditar! Como a gente ta ficando velha hein!

Hoje eu te mandei uma mensagem de cinco páginas pelo celular, apaguei alguns caracteres pra não chegar a seis… Algumas coisas a gente simplesmente não consegue resumir! Logo depois eu tentei te ligar, mas com a correria pros preparativos da festa a minha mãe e as minhas tias acabaram me arrastando pra umas vinte lojas pra escolher os convites… Mas eu ainda vou te ligar, e a gente ainda vai ter muito mais do que meia-hora pra sentir essa tal mistura de dor e alegria e rir muito de tudo que a gente passou, perto ou longe! A última coisa que eu quero nesse mundo é perder contato com você e tudo que a sua amizade significa pra mim. Afinal, já é quase uma década de amizade, e disso a gente não abre mão por nada!

Boa sorte na cidade nova ( São José dos Campos é uma ótima cidade, por sinal, que a sua amiga preocupada aqui pesquisou, ta? ;) ), e mais uma vez, feliz aniversário. Pode contar comigo sempre que precisar.

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Time is money

Setembro 21, 2007 · Deixe um comentário

 Só não entendo por que nem sempre conseguimos ver o que acontece ao nosso redor. Nem sempre conseguimos enxergar além da situação, ver como as confusões de agora podem melhorar o depois. Nossa vista é surpreendentemente limitada. Talvez por isso as pessoas digam que “Deus escreve certo por linhas tortas”, por saber que por pior que uma situação seja agora, tudo vai acabar contribuindo para algo bom surgir no final. Algo como as propagandas da televisão do tipo “esse seria o seu melhor amigo, mas você não o conheceu porque preferiu passar o dia em casa ao invés de ir para…”. Enfim, acho que cheguei aonde queria.

Já ouvi várias teorias, algumas pessoas já me disseram que o destino de fato existe, e que tudo acontece porque tem que acontecer. Assim com ao longo da minha vida ouvi dizerem que tudo depende das suas escolhas, que há sim como mudar o futuro, e que a idéia de que futuro é uma cosia certa, inalterável, bem como o destino, de fato não existe. Isso só reforça a idéia de ter que estar sempre tomando a decisão certa, sempre tentando se superar,  fazer o melhor, mesmo que só com o tempo possamos perceber o quão desgastante isso é.

Não sei o que dizer perante tudo isso, mas confesso que seria bem mais fácil acreditar que o destino já está escrito, que nossas escolhas, independente de quais sejam, são apenas uma parte de um quebra-cabeça já está resolvido. Talvez pensar assim seja se acomodar demais, talvez isso acabe virando desculpa de erros idiotas, egocêntricos no futuro. Mas e se nós realmente podemos fazer escolhas diferentes e mudar o rumo de nossas histórias? Será que mudaríamos para pior, que bagunçaríamos totalmente algo que eventualmente já estava arrumado? Talvez tentar melhorar o mundo seja pretensão demais. Ter consciência de que nossas escolhas alteram nossos rumos pode fazer uma bela desordem na vida das pessoas. O ser humano tem vista incrivelmente limitada, e quando se vê em uma situação agradável, faz milhões de planos para mantê-la assim, sonha com o futuro semelhante. Mas quando se vê cercado de problemas, se prende a aquilo, não consegue ver além. É como se o mundo fosse acabar cada vez que algo dá errado.

Isso só me faz acreditar mais ainda que o futuro já está definido, e que as escolhas (inalteráveis, por sinal) estão apenas esperando para serem executadas, mesmo não sendo tão agradáveis no momento. Pensar que algo poderia ser feito para que se pudesse evitar uma dor qualquer pode ser simplesmente errado, visto que essas dores fazem parte da vida e têm sua importância. São apenas testes, provações. E talvez a vida se resuma a isso. Não se pode querer aprender sempre acertando, sempre estar bem. Aprendemos muito mais nos erros, principalmente para não cairmos neles de novo. E quando o superamos, vemos que ele nem parecia tão grande. Aumentar os problemas logo de cara pode ser um grande erro nessa tal de vida, e eu não quero fazer isso de novo.

Sinceramente, às vezes eu queria sim que o mundo girasse bem mais devagar só pra dar tempo de resolver os problemas com calma sem sentir que estou deixando de viver algo que poderia ser importante pra mim. Não quero perder nada, mas a idéia de o mês de setembro estar acabando e que eu não fiz nada que preste nesse tempo me incomoda horrores. Acho que vou fazer uma lista do que tenho que fazer. Assim, talvez, no final do mês que vem eu saiba os objetivos que alcancei e os que não alcancei. Pode ser uma boa tática para aproveitar melhor o tempo e ainda me focar em algumas coisas. 

Falando nisso, a semana cultural e os jogos acabam amanhã. Ainda não dá pra acreditar. O tempo simplesmente voou.

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Sobre vôlei e sobre como você me atrapalha ;)

Setembro 19, 2007 · Deixe um comentário

É, hoje foi legal… Apesar dos pesares. Pelo menos, mesmo tendo que agüentar o estresse dos jogos e da semana cultural, as pessoas mais, ér… , estranhas, tímidas, anti-sociais e com um toque filosófico, como eu, conseguiram perceber algumas coisas no mínimo interessantes.

Eu sempre soube que pensar demais em tudo atrapalhava bastante “a minha vida”, mas confesso que nunca percebi que isso poderia atrapalhar tanto num jogo de vôlei. E quando essa suspeita surge, vem o treinador e diz que eu preciso me concentrar no jogo. Tudo bem, não foi um símbolo de fogo no céu, mas foi um sinal. Até ele percebeu. Ele devia pensar que eu estava desconcentrada por causa da torcida vibrante, estremecedora e incrivelmente barulhenta que o terceiro ano havia montado na arquibancada contra nossa torcidinha de calouros (que aliás não era lá uma torcidinha, mas ainda era de calouros), mas não foi. Não totalmente. Aproveitei a deixa e percebi que pensar em você ou no que você e outras pessoas podem achar de mim também me atrapalha nos estudos, ou quando eu estou perdendo tempo andando pelos corredores, ou conversando com alguém, ou em casa assistindo tv, ou ainda ouvindo música. E é involuntário, não parece algo que eu possa evitar assim, do nada. E agora que eu vi: eu poderia ter jogado muito melhor na hora do jogo. Pensando assim, me pergunto o que me impedia de me esforçar ao máximo mesmo, e idéias do tipo “seu eu pudesse voltar no tempo…” são inevitáveis.

No banco, vi uma menina torcendo pro nosso time do lado da quadra, perto do rapaz que estava dando apoio, substituindo um treinador que não temos; parecia tão engraçado. Ela fazia mil expressões de felicidade quando o time marcava um ponto, ou mil caretas quando alguém errava. E depois, ela disse com convicção para mim e para as meninas que estavam ao meu lado “vocês vão virar, vocês vão ver!”. Tempo. O time se reuniu com o treinador. Quando ele terminou seu discurso, foi a vez dela. Com uma cara de desapontamento, coberta de inocência, ela disse “poxa meninas, vocês têm que se animar. Vocês estão tristes! Não fiquem tristes. Fiquem felizes, vocês têm que ficar felizes! Correr atrás da bola, não ficar paradas…” e continuou até ser interropida por mais alguém. Mas o que me chamou atenção naquilo foi o fato de ela não ter falado muito em “boa vontade”, mas sim em felicidade. O que, por acaso, são coisas completamente diferentes, você sabe.

Já que eu já estava no banco e não tinha mais como atrapalhar o time pensando na minha vida, me perguntei se aquilo tudo me trazia felicidade. Foi imediato: – Sim, claro, eu sempre gostei de vôlei. Então por que ali, naquele momento, eu não estava feliz? Por que minha mente não estava ali naquela quadra? Afinal, deveria ser um motivo muito forte para me fazer não prestar atenção no vôlei. E sabe o que é pior? Não é. Não é um motivo nem razoável, se você quiser saber a minha opinião. Eu não acho que valha a pena pensar em alguém que não se conhece, torcer para esbarrar com ele nos corredores, esperar um olhar perdido. Não é algo que alguém em sã consciência faria. E lá estava eu, fazendo.

O que me trouxe mais algumas belas conclusões: em todo esse tempo, eu não estava concentrada, não de verdade. Não me envolvi com nada. E quando as pessoas me cobravam envolvimento ou até mesmo responsabilidade, pra mim elas estavam erradas. Era como se eu já estivesse ocupada fazendo alguma coisa. Fazendo nada. Eu só estava, na verdade, fugindo de tudo. Quis uma coisa e foi como se o mundo todo tivesse que parar e esperar eu consegui-la para poder continuar a girar, só que não é bem assim. Percebi que decepcionei algumas pessoas. Me fiz prometer que não ia pensar muito em nada, só me dedicar ao que eu estiver fazendo, em qualquer hora. Desde conversas com pessoas que não sejam aquelas pessoas até jogos de vôlei contra o terceiro ano.

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Jailhouse Rock

Setembro 18, 2007 · Deixe um comentário

this is elvis presley, sweetie

 Spider Murphy played the tenor saxophone,
Little Joe was blowin’ on the slide trombone.
The drummer boy from Illinois went crash, boom, bang,
the whole rhythm section was the Purple Gang.
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

Number forty-seven said to number three:
“You’re the cutest jailbird I ever did see.
I sure would be delighted with your company,
come on and do the Jailhouse Rock with me.”
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

The sad sack was a sittin’ on a block of stone
way over in the corner weepin’ all alone.
The warden said, “Hey, buddy, don’t you be no square.
If you can’t find a partner use a wooden chair.”
Let’s rock, everybody, let’s rock.
Everybody in the whole cell block
was dancin’ to the Jailhouse Rock.

 

You never let me down, Elvis. That’s why I love you ;)

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