that’s okay :)

Entradas categorizadas em ‘Crises’

Mesmo nos tempos ruins

Fevereiro 21, 2008 · Deixe um comentário

No colégio:

- paulo, eu decidi que eu não vou mais falar “tchau” pras pessoas no telefone. Tipo, enquanto eu to gastando dinheiro falando “tchau” eu já poderia ter desligado e poupado uns dois segundos. :O

(…)

No telefone :

- …ta, ta, tchau…

- tchau.

- haaa eu disse tchau, viu?

- é, haha e…

*desliga na cara*

 

Mais tarde no telefone:

- mas eu tenho que desligar, ta?

- ah, ta bom…

- ta tudo bem?

- …tá

- foi mal, pergunta idiota

- não foi idiota não

- eu acho q foi.

- rs rs, ta tchau.

- noooossa que bonito… e…

*desliga na cara*

 Você tem uma paciência de Jó, meu amigo. Não sei quem mais me agüentaria com esses chiliques todos.

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Quesito “pontualidade”

Dezembro 29, 2007 · Deixe um comentário

Eu estou tentando, sério, prometo que estou tentando. Mas escrever (meio que) regularmente não é tão fácil quanto parece. É tanta coisa pra contar, detalhes, diálogos, pensamentos, observações e conclusões (que por sinal eu sempre acabo esquecendo) que eu estou pensando seriamente em andar com um gravador… Tipo o que a minha irmã ganhou num sorteio no natal.

Não vou nem perder o meu tempo dizendo o quanto isso facilitaria a minha vida. Só pelo fato de poder gravar as minhas idéias antes que eu as esqueça já vale o mico de andar por aí batendo papo com um gravador do tamanho de uma banana. Isso, é claro, considerando que eu não encontre nenhum conhecido pelo caminho. Porque senão seria triste.

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Brigas familiares.

Dezembro 22, 2007 · Deixe um comentário

Eu realmente não acho que elas deveriam acontecer, mas confesso que quando acontecem trazem mais emoção para toda a casa.

Meu coração está batendo rápido, acho que deve ser medo por causa do que eu acabei de fazer: bati de frente com a minha avó – pra defender a minha mãe. Ironia do destino.

Nesse momento ela está falando pelos cotovelos – só pra variar – e ainda está reclamando. Reclamando da minha mãe. Disse que gosta dela, mas que não suporta mais.

Acho que saco cheio dessa história estou eu.

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Crise Existencial

Junho 23, 2007 · 2 Comentários

“O que não mata fortalece”. Há alguns dias ouvi essa frase de um amigo meu. E por incrível que pareça ele não disse isso após ter derrubado alguma bala no chão e depois tê-la colocado na boca do mesmo jeito… Não. O contexto foi bem mais complexo.

Na verdade ele se referia à maneira de levar a vida, a aprender com os erros, o que eu ando evitando há muito tempo… Por alguns dias essa frase foi o que me motivou – por assim dizer – a agir mais e pensar menos. Como você deve imaginar, não funcionou por muito tempo, e logo logo me vi sufocada pelos meus próprios pensamentos. Esmagada pelas minhas próprias palavras, que sequer chegaram a sair da minha boca. Vi-me novamente presa por essa barreira que me isola que toda e qualquer espontaneidade, de qualquer movimento não-calculado, de qualquer passo inseguro que possa, por acaso, acabar machucando alguém.

*Uma dica*

Esse alguém também me inclui.

E o pior: a responsável pela construção dessa barreira fui eu.

Logo depois de ele ter me dito isso ao telefone, numa tentativa de me passar mais segurança, lembrei-me de várias coisas que várias pessoas já me disseram. Com direito até a letra de música.

Acho que é verdade. O que não mata fortalece sim. Quero dizer, podemos tirar conclusões e aprender lições em meio aos problemas, às dificuldades. Ou melhor, principalmente em meio às dificuldades, em meio aos erros cometidos. O que me leva a outra frase também dita por ele: “A vida é um grande ‘aprender’, um período de constante aprendizagem”. O que também me leva a pensar: Meu Deus, onde eu arranjo amigos assim?

Enfim, voltando à minha crise existencial, eu entendo sim que viver é aprender, e que nós aprendemos errando. O que eu não entendo é o meu medo irracional de errar, de magoar alguém por isso. Afinal, tudo tem suas conseqüências, e as conseqüências dos nossos erros são geralmente ruins, dolorosas, que nem aprender que o fogo queima colocando a mão na boca acessa do fogão. Não estou disposta a ter que sofrer para aprender algo, ter que ganhar uma cicatriz de queimadura na mão para saber que o fogo queima. Mas isso já passou do considerado “normal”; Independente da decisão que eu tome, sempre há alguma conseqüência ruim nas letras miúdas. Talvez se eu arriscasse, eu me divertisse mais, mesmo tendo que encarar sermões, discussões e muito choro no final do dia – o que acaba acontecendo de um jeito ou de outro.

*Uma conclusão*

Estou cansada de conseqüências ruins.

*Uma pergunta*

Será que alguma vez na vida algo bom vai me acontecer simplesmente por acontecer, sem eu ter que ralar tanto para fazer disso uma conseqüência boa?

*Um medo*

De a resposta para a pergunta acima ser não.

Acho que no ano passado esse divertimento meio irresponsável valia mesmo a pena. No meu ponto de vista, antes eu não tinha nada a perder – estava num colégio que não me agradava, com pessoas que não me agradavam, e professores, diretora, coordenadora e psicóloga que também não me agradavam. Tinha graça zoar aquele colégio. Eu não tinha medo do que iam pensar de mim. Afinal, o que eu pensava deles era muito pior.

Agora não. Eu já tenho o que perder… A situação é diferente. Eu quero ser uma pessoa melhor. Pena que até agora esse “melhor” tem se manifestado claramente como “triste”, “fria”, e em muitos momentos “insegura”. E não é bem isso que eu quero. De verdade, eu quero rir bem alto, quero cantar uma música na sala de aula, quero voltar a jogar vôlei todo dia, quero correr, quero pular, quero falar a primeira besteira que vier à minha cabeça… quero tomar outro banho de chuva.

*Outra conclusão rápida*

Não pensar nas conseqüências traz conseqüências boas…

*Uma dúvida*

…ou não?

E realmente, o que não mata fortalece. Depois disso tudo, eu deveria fazer dessa frase meu lema… não é má idéia. Vou me esforçar. Percebi que tentar alcançar a felicidade à força não dá; assim como não dá tentar merecê-la se sacrificando para atingir os ideais de outra pessoa. Acho que o ideal é nem sequer buscá-la. Apenas buscar ter os melhores momentos possíveis, aqueles que vão ficar na memória para sempre, te fazendo ver que valeu a pena. Aí quem sabe, algum dia, você percebe que foi feliz, que a felicidade estava ao seu lado o tempo todo, te dando momentos inesquecíveis. Como foi no ano passado.

*PS*

A felicidade é uma coisa estranha.

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